silvio meira

Silvio Meira lança segunda edição de “O que é estratégia?”

Obra explora o conceito de estratégia em 21 tópicos essenciais; edição física já se encontra nas principais livrarias do país [Recife, 23 de novembro] – A espera acabou para os entusiastas de estratégia e inovação. Silvio Meira, um dos mais respeitados pensadores brasileiros na área de tecnologia e inovação, lança pela editora Travessia a segunda edição do livro “O que é estratégia?”. Após a primeira edição ter se esgotado rapidamente, esta nova edição mantém a abordagem original e perspicaz que cativou leitores em todo o país. Nesta quinta-feira (23), o cientista-chefe da TDS recebeu os leitores no auditório da Livraria Jaqueira, no Recife Antigo, para um debate sobre estratégia e sessão de autógrafos. A obra, que se tornou uma referência no campo da estratégia, teve seu conteúdo atualizado e revisado. O livro continua a explorar o conceito de estratégia em 21 tópicos essenciais, oferecendo uma visão abrangente e multifacetada, voltada para qualquer pessoa, instituição ou empresa interessadas em criar estratégias transformadoras. Um dos aspectos mais distintos do livro é sua estrutura em “código”, uma abordagem inovadora que convida os leitores a uma leitura dinâmica e interativa. Cada tópico do livro é acompanhado por uma questão essencial, convidando à reflexão e estimulando um entendimento mais aprofundado sobre os diversos aspectos da estratégia. “O que é estratégia?” uma leitura indispensável para todos aqueles que buscam compreender e aplicar estratégias eficazes em um mundo em constante mudança. A segunda edição de “O que é estratégia?” está agora disponível em todas as principais livrarias do Brasil. A editora Travessia orgulha-se de trazer esta obra essencial de volta ao mercado, oferecendo aos leitores novas oportunidades de explorar o fascinante mundo da estratégia sob a orientação de um dos maiores especialistas do Brasil. Para adquirir o livro acesse https://www.estrategia.rec.br/. Sobre o autor Silvio Meira é um dos fundadores e cientista-chefe da tds.company, professor extraordinário da CESAR.school, distinguished research fellow da Asia School of Business, professor emérito do Centro de Informática da UFPE e um dos fundadores do Porto Digital, onde preside o conselho de administração. Meira é membro do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social Sustentável (CDESS); dos conselhos da CI&T, Magalu, MRV e Tempest; e dos comitês de inovação da DPSP, Zro Bank e Banco ABC. Foi cientista-chefe do Centro de Estudos e Sistemas Avançados do Recife (C.E.S.A.R.) até 2014, fellow e faculty associate do Berkman Klein Center, de Harvard (20012-2015), e professor associado da escola de direito da FGV-Rio [2014-2017].

TDS discute o futuro das estratégias com foco em pessoas e IA

Este documento foi produzido com apoio da inteligência artificial em menos de dez minutos pelo time da TDS Company Como desenvolver estratégias corporativas que de fato transformem as organizações diante dos desafios de 2024 e além? Essa foi a questão central debatida no webinar Estratégia 2024, realizado na última quinta-feira (16), com os cientistas da TDS Company Silvio Meira e André Neves. Silvio Meira explicou que estratégia não pode ser entendida como um evento isolado, mas como um processo contínuo de transformação de aspirações em capacidades. Isso envolve pensar constantemente em tempo, espaço, escala e, principalmente, nas pessoas envolvidas. Um estudo analisando 11 mil trabalhos em diversas áreas mostra que projetos nos quais as decisões são tomadas em menos de 1 hora têm 68% de sucesso. Já quando as decisões levam mais de 5 horas, apenas 12% dos projetos dão certo. Isso mostra que organizações em rede, que empoderam as pessoas e distribuem a tomada de decisão, são mais eficientes do que organizações piramidais. André Neves, professor titular da UFPE e pesquisador associado da TDS Company, complementou essa visão ressaltando a importância de utilizar plataformas digitais colaborativas inteligentes para engajar um número maior de participantes na construção das estratégias. As abordagens tradicionais de estratégia, baseadas em reuniões isoladas da alta gestão, geram listas de aspirações muitas vezes incoerentes e inexequíveis. A chave está em promover um processo contínuo, incremental e interativo, com monitoramento em tempo real da execução. Na ocasião foi apresentada a squad.ai, uma nova capacidade da plataforma strateegia, desenvolvida pela TDS, que utiliza agentes inteligentes para contribuir no debate com times de pessoas reais. Os agentes são treinados com textos e dados específicos de cada contexto e podem ter perfis personalizados. Eles interagem com os participantes humanos, trazendo maior engajamento, redução de viés e promoção de diversidade de visões. De acordo com André Neves, os agenters de IA da plataforma strateegia já conseguem propor contextos e perguntas para estruturar debates estratégicos. Em breve, novos agentes farão análises e relatórios dos debates, além de mediar e melhorar o engajamento dos participantes. Os palestrantes citaram casos de aplicação dessas novas abordagens estratégicas em diversos setores como saúde, educação, varejo e indústria. Em alguns projetos, já se observou 70% mais performance na execução das estratégias desenvolvidas de forma colaborativa, envolvendo humanos e IA. “O futuro das estratégias corporativas está nessa integração entre inteligência humana e artificial. Juntas, elas podem gerar insights e soluções muito mais assertivas e executáveis”, resumiu Silvio Meira. Ao final do webinar, os participantes puderam esclarecer dúvidas sobre frameworks visuais, treinamento comportamental dos agentes de IA, mensuração de resultados, requisitos para transformação em plataforma, prevenção de viés e uma série de outros tópicos relevantes para essa nova era da estratégia colaborativa. Principais ideias do webinar em tópicos O que é estratégia Desafios das estratégias tradicionais Nova abordagem para estratégia Treinamento dos agentes de IA Vantagens do uso de IA: Cases da TDS com inteligência artificial

TDS demonstra com livro escrito em 2 dias o poder da IA para alavancar a produtividade de pessoas, times e organizações

O Valor da Estratégia foi produzido colaborativamente no Porto Digital por 14 lideranças de diversos setores em nossa plataforma de colaboração estratégica strateegia, capaz de articular as inteligências individual, social e artificial; lançamento foi realizado no REC’n’Play Durante o REC’n’Play, o maior festival de experiências inovadoras da América Latina realizado em outubro de 2023, a TDS Company lançou o livro O Valor da Estratégia, escrito em apenas dois dias com o apoio da inteligência artificial. Trata-se de uma demonstração prática de como a IA, se devidamente articulada com as inteligências individual e social, pode aumentar exponencialmente a produtividade das pessoas. >>> A obra e todas as informações a respeito de sua produção está disponível aqui. O Valor da Estratégia foi escrito no Porto Digital nos dias 15 e 16 de setembro de 2023 por um time de lideranças nacionais de diversas áreas formado por pessoas da própria TDS e por sua rede de parceiros e clientes. A jornada foi conduzida por Silvio Meira, cientista-chefe da TDS, em nossa plataforma figital de colaboração estratégica strateegia, ambiente capaz de integrar as inteligências individual, social e artificial para ajudar pessoas e times a desenvolverem qualquer atividade estratégica – desde tomar decisões a elaborar aulas ou escrever sobre temas complexos. A programação de lançamento no REC’n’Play contou com palestras e mesa redonda, além da presença de autores. Confira como foi! O que é estratégia Abrindo a programação, Silvio Meira abordou a transformação significativa que o conceito de estratégia está passando, enfatizando sua natureza fluida e dinâmica. Ele destacou que em um mundo em constante mudança, estratégias consideradas “prontas” rapidamente se tornam obsoletas. A agilidade e eficiência das organizações em rede superam as estruturas hierárquicas tradicionais, especialmente na era das plataformas digitais, onde a capacidade de se adaptar rapidamente é crucial para manter a relevância. Silvio explorou ainda o impacto mais amplo da estratégia, que não opera isoladamente, mas tem efeitos cascata em ecossistemas inteiros. Ele instigou os estrategistas a adotarem uma abordagem mais sustentável, considerando tanto os impactos positivos quanto negativos de suas decisões. Isso se alinha com a visão de que uma estratégia eficaz deve harmonizar elementos humanos, tecnológicos e de negócios, mantendo o alinhamento com a visão e valores centrais da organização. O futuro do trabalho e da estratégia na era da automação e da inteligência artificial também foi debatido. O professor fez um chamado à ação para que as organizações se preparem para um cenário em que o elemento humano na formulação da estratégia será mais crítico do que nunca, com os trabalhadores precisando focar mais em pensar e criar, em vez de apenas executar algoritmos. Transformação estratégica Rui Belfort apresentou que apenas 10% das empresas têm uma estratégia clara e bem definida. Ainda mais surpreendente é que, dessas, menos da metade consegue executá-la com sucesso. Este dado alarmante evidencia o vasto espaço para melhorias na definição e implementação de estratégias corporativas. A transformação estratégica, tema central da apresentação, foi destacada como um processo contínuo e não um evento isolado. Rui enfatizou a necessidade de experimentação rápida e de baixo custo para validar ideias antes de investir em soluções completas. Ele também ressaltou que as dimensões de pessoas, tecnologias e negócios são cruciais nesse ciclo de inovação contínua. Atualmente, as plataformas digitais estão redefinindo as regras do jogo, permitindo relacionamentos diretos e ágeis com stakeholders. No entanto, Rui alertou que a inovação não deve estagnar após uma transformação bem-sucedida; é vital continuar buscando a próxima onda de inovação para se manter relevante. Plataforma de Transformação Estratégica A necessidade de planejamento estratégico ágil e adaptativo nunca foi tão grande. E para este fim, é necessário uma plataforma inteligente. Este foi o tema central da mesa redonda conduzida por André Neves no Rec’n’Play. O painel contou com Silvio Meira Meira, cientista-chefe da TDS Company; Cristina Luna , diretora da Investe Recife ; e Claudio Marinho , CEO da Porto Marinho. André Neves enfatizou que a transformação estratégica não é um evento único, mas um processo contínuo envolvendo planejamento, execução e reciclagem. Ele citou várias plataformas que facilitam essa transformação, desde salas de reunião tradicionais até plataformas digitais inteligentes. Essas plataformas inteligentes, como strateegia.digital, são revolucionárias, pois habilitam ecossistemas que permitem às organizações pensar, planejar e executar estratégias de maneira mais integrada e dinâmica. Para se ter uma ideia, tarefas realizadas em plataformas inteligentes, segundo pesquisa da Harvard Business School, 25% mais rápidas e 40% mais qualidade. O Valor da Estratégia O Valor da Estratégia oferece uma abordagem didática sobre a natureza da estratégia, destacando especialmente que ela não é um plano estático, mas um processo contínuo e incremental. Neste contexto de rápidas mudanças, os autores ressaltam que a habilidade de aprender, experimentar e adaptar-se é crucial. Ela identifica a governança estratégica, o engajamento das equipes, alinhamento de indicadores como fatores críticos para o sucesso de qualquer estratégia, além de O livro apresenta dados para demonstrar o valor da transformação estratégica e explora questões como redes de colaboração, o potencial oferecido pelos ecossistemas digitais e os desafios específicos que surgem ao formular estratégias em ambientes de plataformas tecnológicas. A fim de garantir a diversidade de perspectivas, a TDS reuniu um time de lideranças de setores públicos, privados e do terceiro setor para demonstrar que a transformação estratégica é benéfica para organizações de todos os tipos. Oferta exclusiva de créditos na plataforma strateegia A TDS vai depositar 100 créditos na conta de todo usuário que acessar até 31 de outubro a jornada O Valor da Estratégia na plataforma strateegia. Com isso queremos estimular o debate em torno do livro com a sociedade. Afinal, no mundo figital nada ficará pronto nunca. Assim como uma boa estratégia, este livro estará para sempre em uma versão beta a ser aprimorada por continuamente com mais e mais insights. Essa é uma oportunidade para explorar na prática a inteligência artificial e debater as ideias apresentadas no livro, disponível para download gratuito. Autores de O Valor da Estratégia: Silvio Meira, cientista-chefe e fundador da TDS CompanyCinthia Cavalcanti, diretora de Desenvolvimento …

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TDS e rede de clientes e parceiros de diversas áreas escrevem livro em dois dias utilizando IA

Proposta da iniciativa é demonstrar na prática o potencial positivo da tecnologia emergente e promover debate figital sobre o valor da estratégia; o ebook será enviado durante o pré-lançamento para as pessoas que preencherem o formulário da página oficial de O Valor da Estratégia O mundo mudou. No passado se acreditava que a inteligência artificial viria sob a forma de robôs realizando tarefas rotineiras do cotidiano, como varrer uma casa, quando na verdade o que estava por vir seriam robôs traduzindo textos, produzindo livros, desenhando imagens e escrevendo códigos de programação. “A IA e as tecnologias da informação estão penetrando cada vez mais na sociedade e se transformando em um fator diferencial de produção em um número muito grande de mercados”, diz Silvio Meira, fundador da TDS Company e um dos nomes mais importantes do país nas áreas de tecnologia, empreendedorismo e inovação. No meio dessa revolução que testemunhamos em tempo real e impacta as vidas de todos nós, muitos mitos e desinformação sobre IA acabam atrapalhando o debate público sobre este assunto tão necessário. Há quem acredite, por exemplo, que a tecnologia vai substituir os seres humanos em seus postos de trabalho. Na TDS Company, ao contrário, acreditamos que, se formos capazes de orquestrar as inteligências individual, social e artificial em ambiente colaborativo, será possível gerar conhecimento e insights que vão além da capacidade isolada dos participantes, trazendo benefícios para cada pessoa e a sociedade como um todo, democratizando o conhecimento. Para demonstrar como isso pode ser feito na prática, a empresa referência em transformação estratégica e inovação no Brasil realizou nos dias 15 e 16 de setembro o evento “O Valor da Estratégia”. O encontro reuniu no Porto Digital 14 lideranças nacionais de organizações públicas e privadas de diferentes áreas para, sob condução de Silvio Meira, integrarmos as inteligências individual, social e artificial em nossa plataforma figital strateegia. Como resultado, escrevemos um ebook de autoria colaborativa sobre a importância da transformação estratégica. Os autores O processo colaborativo Esta iniciativa extraordinária demonstra todo o poder da colaboração entre pessoas. Ela só foi possível ao orquestrar inteligências individuais e social com inteligência artificial em uma plataforma figital. “Participar desta experiência foi muito positivo. Primeiro pela forma como a gente tem conduzido o trabalho, unindo as inteligências de várias pessoas e trocando saberes. Além de se conectar com os conceitos que Silvio Meira tem trazido para o debate. Então não só aprendemos como temos a oportunidade de compartilhar experiências e ter nossos saberes valorizados e reconhecidos como elementos importantes para produção de um instrumento que vai poder auxiliar o processo de trabalho de muitas pessoas”, disse Marcone Ribeiro, um dos responsáveis por trazer a perspectiva do serviço público e do movimento social para a discussão sobre estratégia. Para tanto, utilizamos a IA da nossa própria plataforma de colaboração criativa – strateegia – para habilitar, mobilizar, sintetizar e analisar o pensamento das pessoas em conjunto e escrever sobre assuntos complexos. “Pra mim foi surpreendente. A velocidade e a simplicidade com a qual estamos fazendo é impressionante. É divertido de fazer. Também me chamou atenção a qualidade do conteúdo que está sendo construído. As perguntas que estamos tentando responder são conversas duras, que não encontramos em qualquer livro. A forma como o time da TDS montou esse processo nos fornece dicas de como será o futuro “, contou Theo Vieira. Demonstramos que a IA, se devidamente utilizada, pode nos ajudar a alcançar projetos ambiciosos. Queremos com isso inspirar pessoas, negócios e instituições de todos os tipos a descobrir o potencial da IA e a destravar os processos de suas transformações estratégicas! O lançamento O livro O Valor da Estratégia será lançado no festival REC’n’Play, o carnaval do conhecimento do Recife, em uma cerimônia que vai debater a experiência com a sociedade. Este é um chamado claro para o pensamento inovador e um testemunho do poder da comunidade, diversidade e tecnologia. Acesse o hotsite de O Valor da Estratégia e fique ligado para as datas!

Silvio Meira no Roda Viva: o futuro da IA e o impacto no mercado de trabalho

O renomado professor e cientista-chefe da TDS Company, Silvio Meira, foi o convidado do programa Roda Viva da TV Cultura do dia 24 de julho. Durante a sabatina, Silvio abordou diversos aspectos importantes sobre o presente e futuro da inteligência artificial e seu impacto na sociedade, dentre outros temas contemporâneos relevantes relacionados a tecnologia e o mercado de trabalho. Assista a íntegra da entrevista no vídeo abaixo. Entre os temas discutidos, Silvio falou sobre a necessidade de regular algoritmos e IA de forma transparente, ética e garantindo os direitos das pessoas. Defendeu também a urgência de transformarmos a educação, desde o ensino básico, para formar cidadãos críticos e preparados para as profissões do futuro. “O que está faltando é estratégia. É transformar as aspirações de que as pessoas não deveriam pura e simplesmente perder seus empregos em uma ideia de que as pessoas deveriam ir para o futuro com as tecnologias que estão vindo do futuro para que elas possam competir. Isso implica em mudar mudar os saberes delas. Mudar os fazeres. É preciso criar recursos para que essa transição entre o trabalho que a gente faz agora e o trabalho que vai ser feito daqui pra frente seja feito” Silvio Meira no Roda Viva sobre o impacto da IA no mercado de trabalho, tema que causa enorme receio nas pessoas. O professor alertou para os riscos do uso irresponsável e da concentração de poder da IA em poucas empresas, destacando a importância de desenvolver estratégias nacionais e globais para garantir que essa tecnologia seja benéfica para todos. Outros pontos destacados por Silvio Meira foram a influência dos algoritmos nas redes sociais e na democracia, as oportunidades para reduzir desigualdades com o uso inclusivo da IA e a necessidade do governo criar políticas públicas conectadas com a realidade tecnológica em constante transformação. A entrevista rendeu quase 2 horas de discussões estimulantes sobre o presente e o futuro da tecnologia no Brasil e no mundo. Para quem se interessa por esses temas, vale muito assistir ao programa na íntegra. É uma conversa que faz refletir sobre para onde estamos indo e como podemos construir uma sociedade mais justa e democrática nessa nova era da informação.

Silvio Meira, cientista-chefe da TDS, é indicado prêmio nacional 

Fundador do Porto Digital está na lista dos 20+ do Prêmio iBest 2023 de influenciador na categoria Ciência e Tecnologia  Recife está bem representado na maior premiação do Brasil, o iBest 2023. Silvio Meira, cientista-chefe da TDS Company, compõe a lista de 20 pessoas mais influentes selecionados na categoria Inovação e Tecnologia. A premiação reconhece as melhores iniciativas pioneiras na internet por meio de escolhas de júri especializado e voto popular. Em 2021 a premiação contou com 78 categorias e 18 milhões de votos computados.  Silvio Meira é fundador e cientista-chefe da TDS Company, professor extraordinário da CESAR.school, professor emérito do Centro de Informática da UFPE, e fundador do Porto Digital, onde preside o Conselho de Administração. Meira também é membro dos conselhos da CI&T, Magalu, MRV e Tempest e comitês inovação da DPSP, Zro Bank e Banco ABC.  Mas como isso é pouco para traduzir as contribuições do nosso cientista-chefe, decidimos neste artigo contar um pouco da trajetória do cientista que tornou o Recife um dos ecossistemas de inovação mais importantes do Brasil.  Primeiros anos e formação acadêmica  Apesar de ter adotado o Recife como sua casa e espaço de suas principais realizações profissionais, Silvio Meira nasceu na Paraíba, precisamente no município de Taperoá. Com os pais, Inácio e dona Zuila, tomou o gosto pelos estudos. Desde criança tinha interesse em desmontar as coisas de casa para entender como elas funcionavam, o que acabou levando a uma graduação em Engenharia Eletrônica no Instituto de Tecnologia da Aeronáutica (ITA), um dos mais importantes e concorridos do Brasil. Lá desenvolveu o raciocínio matemático e lógico, por meio do qual é possível capturar e expressar o mundo por meio de modelos, sistemas e teorias.   Em 1981 termina o mestrado em ciência da computação na UFPE e na sequência segue para a Inglaterra para obter o doutorado na mesma área pela Universidade de Kent, em 1985.  ‘Eu vi o mundo… Ele começava no Recife’  A obra de Cícero Dias é um daqueles clichês a que todo recifense que se preze recorre pelo menos uma vez na vida. Mas cai como uma luva para ilustrar este momento-chave na vida do cientista, que recusou muitos convites para sair do Recife. Ele, um dos 50 primeiros brasileiros a obter o título de doutor em ciência da computação, decidiu ficar em Pernambuco para tocar o único tipo de projeto que, segundo as próprias palavras, capturam sua motivação: mudar o mundo!  O Centro de Informática   Se por um lado Silvio se sentia feliz por estar em casa, por outro experimentava a vida dura de um cientista no Recife dos anos 80, marcado pela ausência de estrutura para continuar os estudos de ponta. Em vez de fazê-lo repensar a decisão, porém, a precarização o inspira a transformar o espaço ao seu redor, como fazem os visionários.  Ao lado de Paulo Cunha e Clylton Fernandes, também professores da UFPE, dedica os dez anos seguintes a desenvolver o departamento de informática da universidade. O aumento no número de doutores, a criação de laboratórios e a efervescência criativa traduzida em teses e artigos, não deixava dúvidas: o empreendimento tinha sido um sucesso. E o departamento, agora Centro de Informática (CIn) se tornou um dos maiores e mais relevantes da América Latina.  O C.E.S.A.R.  Heinz von Foerster já dizia que organizações só podem decidir o que é indecidível, pois todo o resto é cálculo e os cálculos não são decisões. Decisões são, portanto, um dos grandes problemas “insolúveis” das organizações e geradoras de novos problemas que demandarão mais decisões.   O CIn é um exemplo bem-acabado desta teoria. Ao decidir fazer do Recife um centro formador em tecnologia, Silvio criou um novo problema: reter os profissionais recém-graduados que tiveram o potencial despertado pelo centro de excelência. Mas, como já vimos, para o cientista um novo problema existe apenas para encontrar uma nova decisão que o solucione.  E essa decisão atende pelo nome de  C.E.S.A.R., o Centro de Estudos e Sistemas Avançados do Recife. A referência ao imperador romano não é coincidência. O mundo começa no Recife, lembra? A ideia do novo empreendimento, uma instituição sem fins lucrativos capaz de conectar academia e mercado, era atrair projetos e cérebros de fora, aumentando a competitividade local.  O Porto Digital  Nesta etapa da história, a efervescente economia estimulada pela ciência e tecnologia atraía empresas e instituições para a cidade, demandando algo mais grandioso. E Silvio, que ao longo da trajetória já tinha reunido importantes nomes para a concretização de um sonho, como Cláudio Marinho, Fábio Queda, Ismar Kaufman e Fred Arruda, estava pronto para o que estava por vir.  Meira faz parte da concepção e fundação do Porto Digital, empreendimento que conectou governo, universidades e mercado e estabeleceu Recife como referência na área de tecnologia e inovação. O ecossistema de inovação conta hoje com mais de 360 empreendimentos – a TDS.company é um deles – que faturam quase R$5 bilhões por ano e empregam mais de 17 mil colaboradores.  A TDS Company    Atualmente, Silvio dedica boa parte da sua agenda ajudando negócios a se prepararem para o futuro através de estratégias de inovação figital na TDS Company. Fazemos parte do ecossistema do Porto Digital e aqui, como ele mesmo define, somos um negócio de conhecimento. Aprendemos todos os dias e sempre temos mais perguntas que respostas.   O Reconhecimento  Silvio Meira é reconhecido em todo o Brasil pela sua contribuição nas áreas de ciência, tecnologia, empreendedorismo e inovação.  Em 2007, a revista Época o elegeu um dos 100 brasileiros mais influentes, em 2011 foi escolhido por O Globo como personalidade do ano da economia brasileira, em 2013, a revista Galileu o escolheu um dos 100 brasileiros mais influentes na web; e em 2021 recebeu o prêmio Newton Faller da Sociedade Brasileira de Computação. Meira também é acadêmico honorário da academia pernambucana de ciências desde 2021. Como pensador e pesquisador, suas últimas contribuições de destaque foram sobre estratégia, marketing do futuro, inteligência artificial [associada às inteligências individual e social], metaverso, efeitos de rede, plataformas e a performance dos …

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Varejo 5G: como a IoT está transformando a maneira como compramos e vendemos

Com a promessa de velocidades ultrarrápidas, baixa latência e maior capacidade de conexão, a tecnologia 5G está deve ampliar significativamente o escopo e a escala da Internet das Coisas (IoT) no varejo. Neste artigo, vamos discutir como a relação entre os dois está transformando a maneira como compramos e vendemos. O 5G e a IoT: uma combinação poderosa Antes de prosseguirmos, vale a pena relembrar o que é o 5G e a IoT e porque sua combinação é tão poderosa. O 5G é a quinta geração de tecnologia móvel, apresentando velocidades de dados superiores, maior capacidade de conexão e latência significativamente menor em comparação com o 4G. Para se ter uma ideia, a estimativa é que uma torre seja capaz de conectar cerca de um milhão de objetos em um quilômetro quadrado, característica que torna o 5G ideal para impulsionar a próxima geração de dispositivos e aplicações IoT. A IoT, por sua vez, refere-se à interconexão de dispositivos e máquinas através da internet, permitindo a coleta, o envio e o recebimento de dados em tempo real. A combinação do 5G com a IoT abre um universo de possibilidades no varejo, desde operações de loja mais eficientes até experiências de compra personalizadas e envolventes. Experiência de compra aprimorada À medida que os varejistas buscam maneiras de se diferenciar em um mercado cada vez mais competitivo, a capacidade de oferecer experiências de compra únicas e personalizadas tornou-se primordial. Com o 5G e a IoT, os varejistas podem capturar e analisar uma quantidade sem precedentes de dados do cliente, permitindo-lhes compreender melhor suas preferências e oferecer experiências de compra ultra-personalizadas. Isso pode envolver tudo, desde recomendações de produtos até a implementação de experiências imersivas de realidade aumentada e virtual na loja, possíveis graças à baixa latência e altas velocidades de dados. Um exemplo: imagine que a sua casa tem um suporte para xampu que seja capaz de aferir a quantidade do líquido disponível na embalagem. Quando ele estiver perto do fim, o consumidor pode receber uma notificação para incluí-lo na lista de compras, ou mesmo estabelecer com uma empresa um serviço de assinatura para que o produto chegue em sua casa sempre que for necessário. Operações de loja otimizadas Outra maneira pela qual o 5G e a IoT estão transformando o varejo é através da otimização das operações da loja. Com a IoT, os varejistas podem monitorar e analisar todas as facetas de suas operações, desde a gestão do inventário até o consumo de energia, ajudando a identificar áreas de ineficiência e oportunidades de melhoria. A capacidade do 5G de suportar um grande número de dispositivos IoT em uma área pequena torna possível rastrear e gerenciar cada item do inventário em tempo real. Isso pode ajudar a prevenir o esgotamento do estoque, reduzir o furto e melhorar a precisão do inventário, permitindo que os varejistas operem suas lojas de forma mais eficiente. Além disso, o 5G e a IoT também podem desempenhar um papel na otimização da cadeia de suprimentos. Com sensores IoT, os varejistas podem rastrear os produtos, proporcionando uma maior visibilidade e controle. Isso pode levar a uma redução no tempo de inatividade, perdas de estoque e custos, ao mesmo tempo que melhora a satisfação do cliente. Segurança de dados Com transformação digital do varejo, a proteção de dados do cliente tornou-se mais importante do que nunca. A IoT pode ajudar os varejistas a monitorar e gerenciar o acesso a dados sensíveis, enquanto o 5G pode fornecer a infraestrutura necessária para transmitir esses dados de forma eficiente, aumentando a proteção de informação do usuário. Rumo a um futuro conectado A revolução do 5G e da IoT no varejo está apenas começando. À medida que essas tecnologias evoluem, novos comportamentos surgem e transformam todos os agentes do mercado. “O impacto econômico de 5G não vai se dar de uma hora pra outra. Como toda a infraestrutura tem que ser instalada, ainda, e como os negócios ainda têm que aprender a usar os serviços associados, como os modelos de negócios ainda terão que passar pelo crivo da realidade. É bom ficar ligado que, em um dos cenários, o impacto anual de 5G na economia global, em 2035, seria de US$ 13,2 trilhões por ano. Para comparar, isso dá, dependendo da medida, entre sete e dez PIBs do Brasil”, registra Silvio Meira, cientista-chefe da TDS Company. Na TDS Company, estamos o tempo todo estudando o futuro para antecipá-lo ao nosso cliente. Trabalhamos com varejistas para ajudá-los a aproveitar o poder do 5G e da IoT, concebendo, desenhando, desenvolvendo e operando soluções inovadoras que impulsionam a eficiência, melhoram a experiência do cliente e transformam a maneira como compramos e vendemos. Se você deseja explorar como o 5G e a IoT podem transformar sua empresa de varejo, entre em contato conosco. Estamos prontos para ajudá-lo a embarcar nesta jornada de inovação digital.

Video | Silvio Meira define metaverso em webinar da tds.academy

O cientista-chefe da TDS Company, Silvio Meira, abordou o metaverso no webinar promovido pela tds.academy, projeto educacional da empresa de estratégia digital, no dia 25 de maio. Na ocasião foram apresentados os fundamentos estabelecidos em seu eBook Definindo “o” metaverso, onde reúne um robusto referencial bibliográfico para explicar a rede massiva e interoperável de mundos virtuais e desconstruir mitos fomentados por grandes empresas de tecnologia que tentam sequestrar o termo para embalar seus próprios produtos e serviços. Confira o webinar na íntegra a seguir. MAIS METAVERSO A TDS Company também produziu uma entrevista com Silvio Meira bastante interessante sobre o metaverso, onde ele explica as principais questões acerca desta possibilidade para o futuro.  “Imagine dois times, cada um em seus estádios, contando com uma projeção do time adversário no metaverso. A bola, conectada nos dois espaços, responderá ao que acontece em cada campo em tempo real. A torcida online – ou na TV, se ela ainda existir -, por sua vez, poderá comprar um ingresso para participar do jogo. Trata-se de projeções capazes de ativar um conjunto de percepções relacionadas aos nossos sentidos, permitindo que transcendamos o universo tridimensional puramente físico ao qual estamos acostumados” Silvio Meira, em trecho da entrevista concedida à TDS Company sobre o metaverso Se interessou? Para ler a entrevista completa, clique aqui. TDS.ACADEMY A tds.academy é o projeto educacional da TDS Company  quedisponibiliza cursos livres de alto nível e curta duração para pessoas interessadas em desenvolver habilidades que as qualifiquem como protagonistas do futuro figital.  Os cursos seguem o framework conceitual prático exclusivo da TDS, que se preocupou primordialmente com o alinhamento dos conteúdos às necessidades do mercado. Os estudantes, além de contar com um corpo docente de robusto capital intelectual, têm acesso à strateegia, plataforma da TDS de compartilhamento e construção coletiva de conhecimento para dar suporte a colaborações criativas no espaço figital.  Atualmente, os cursos disponíveis são: Transformação Estratégica Digital; Design-Driven Organizations; Estratégia de Marketing no Mundo Figital; Metaverso: O que é, pra que serve, como funciona?; Prototipação de Apps No-code; Decisões baseadas em dados; Como identificar oportunidades e experimentar hipóteses de soluções; Starting up. Da ideia ao MVP; ESG para o presente e o futuro das organizações; e Design Instrucional e Jornadas de Aprendizagem.  INSCRIÇÕESOs interessados podem realizar as inscrições através do site academy.tds.company. No ambiente também está disponível para consulta respectivos cronogramas de aula, carga horária, valores de cursos, bem como possibilidades de jornadas de aprendizado, abertura de turmas em grupo e programas de desconto.

Entrevista | Silvio Meira desconstrói mitos e explica o metaverso em novo eBook

Definindo o Metaverso aponta dez características fundamentais e identifica contradições das propostas apresentadas até então pelas Big Techs; eBook está disponível gratuitamente para download Há 30 anos Neal Stephenson publicava Snow Crash, romance de ficção científica cyberpunk no qual pessoas lidam com um vírus transmitido por imagem da tela do computador ao nervo óptico. Quando processado pelos neurônios, o malware danificava o cérebro. Pela primeira vez, o mundo se deparava com o termo metaverso. A metáfora de Stephenson é essencial para nos ajudar a compreender este espaço. Estaremos em algum lugar do metaverso no momento em que for possível criar um elemento virtual capaz de nos afetar diretamente na dimensão física. Parece algo trivial,  mas a dificuldade em definir o metaverso somada à miríade de interpretações equivocadas dão a dimensão da complexidade do tema. Desde 1992, teóricos buscam estabelecer bases conceituais para o metaverso, mas só recentemente o termo caiu na moda e capturou de vez a imaginação popular. Afinal, o avanço acelerado das tecnologias tem permitido às pessoas se relacionarem com o tema mais como uma possibilidade viável no futuro do que como uma mera abstração intelectual. A consequência deste hype, porém, fez do metaverso mais um ingrediente “do grande liquidificador social de ideias vagas”, nas palavras de Silvio Meira. Silvio, que é cientista-chefe da TDS e professor extraordinário da CESAR School, publicou o ebook “Definindo o Metaverso”, no qual reúne dez pontos que considera fundamentais para entender este novo espaço que deve impactar radicalmente as nossas relações e percepção de mundo em um futuro breve (ou não tão breve assim). O professor aceitou nosso convite para falar sobre a publicação e explicar como os teóricos e as Big Techs estão lidando com – segundo Matthew Ball – a “rede massiva e interoperável de mundos virtuais renderizados em tempo real, que podem ser experimentados de forma síncrona e persistente por um número efetivamente ilimitado de usuários com um senso de presença individual e onde dados relacionados a identidade, histórico, direitos, objetos, comunicação e pagamentos existem de forma contínua”. TDS Company – Você tem desenvolvido bastante nos últimos anos o conceito figital – resumidamente o espaço físico sendo ampliado pela dimensão digital e orquestrado pelo social. O metaverso seria o exemplo figital por excelência? Silvio Meira – O metaverso será figital por excelência, se e quando houver um metaverso. Por enquanto o metaverso é uma hipótese. O que vai acontecer do ponto de vista da nossa percepção da realidade é que iremos nos relacionar com a dimensão digital através de um processo de intermediação que talvez não controlemos o tempo todo. Além disso, nossas ações na dimensão física/digital influenciarão nossas relações e interações com pessoas e coisas que estão representadas ali. O exemplo que eu gosto de usar é o da partida de futebol, onde dois times, cada um em seus estádios, podem contar com uma projeção do time adversário no metaverso. A bola, conectada nos dois espaços, responderá ao que acontece em cada campo em tempo real. A torcida online – ou na TV, se ela ainda existir -, por sua vez, poderá comprar um ingresso para participar do jogo.  Perceba que se trata de projeções capazes de ativar um conjunto de percepções relacionadas aos nossos sentidos, permitindo que transcendamos o universo tridimensional puramente físico ao qual estamos acostumados. É por isso que experiências como as que usam óculos de realidade aumentada não são “o” metaverso, apesar de serem divulgadas como tal. Se você pegar os dez pontos fundamentais do metaverso no ebook, verá que não existe nada hoje que chegue próximo. Não há sequer “metaversinhos”? Não. O que temos são experimentos extremamente rudimentares que são rotulados de metaversos por uma combinação de marketing e mídias propaladas por seus inventores ou proponentes. Não tem absolutamente nada por aí que seja interoperável, ou seja, que permita ao usuário ter uma identidade na plataforma A que também serve para interagir na plataforma B. Então é preciso desqualificar esses experimentos. Podemos chamá-los de hipóteses ou ensaios. Mas nada disso que está aí é “o” metaverso. Uma vez estabelecido o metaverso, de que forma iremos transcender a tridimensionalidade e acessá-lo? Quando tivermos um conjunto de dimensões físicas, sociais e digitais que efetivamente componham um espaço figital no qual as pessoas possam navegar, interagir, se relacionar. Não por meio de 30 logins ou identidades, mas através de avatares. Eu sou eu no metaverso. Ainda não sabemos qual será a tecnologia capaz de nos fazer entrar no metaverso. Pode ser um chip de interface implantado em você, em mim, um óculos de realidade aumentada muito mais capaz do que os que temos hoje, um capacete, um conjunto de sensores no corpo, ou até mesmo uma inteligência ambiental cujo conjunto de sensores de vídeo, som e presença nos leve até lá.  O metaverso terá um proprietário? O metaverso não será feito por uma companhia apenas. Será como a internet que conhecemos hoje, habilitada por muitas empresas e pessoas, mas que é uma só (retirando, obviamente, os filtros que certos países autoritários introduziram).  Parece ser caro. As pessoas poderão acessá-lo ou será uma experiência exclusiva para poucos?  Primeiro precisamos colocar em perspectiva o que está envolvido. Para que tenhamos uma percepção de sincronicidade entre as dimensões físicas e digitais, o tempo de resposta do mundo percebido – a combinação do abstrato com o concreto – precisa ser inferior a oito milissegundos. Mais do que isso, já interpretamos como uma simulação, com seus devidos atrasos, e o mundo – o metaverso – deixaria de parecer real. 5G apresenta um tempo de resposta de rede de 8 a 12 milissegundos, sem contar o tempo que os servidores lá do metaverso levariam para processar informação. Ou seja, funcionando bem e no limite, a latência esperada para 5G está no  limite do que seria aceitável para criar experiências virtuais verdadeiramente imersivas. Mas ainda não há tecnologia capaz de dar conta, em um ambiente massivo como o metaverso – nem mesmo só do ponto de vista de computação e comunicação – …

Entrevista | Silvio Meira desconstrói mitos e explica o metaverso em novo eBook Leia mais »

TDS doa livro “O que é estratégia?” para professores universitários da área

O que é estratégia? É o processo de transformação de aspirações em capacidades. Essa é a primeira resposta à questão do título do livro escrito por Silvio Meira para apoiar qualquer pessoa, instituição ou empresa, em qualquer contexto, a criar estratégias verdadeiramente transformadoras. A obra lançada em novembro de 2021 está disponível na versão impressa e no formato de ebook para Kindle. Um livro-código, para ser lido muitas vezes, cercado de referências científicas, mercadológicas e empíricas.  Silvio Meira  é cientista-chefe da TDS.company, professor extraordinário da cesar.school, professor emérito do Centro de Informática da UFPE e fundador do PORTO DIGITAL, onde preside o conselho de administração. Engenheiro, cientista, PhD em ciência da computação e pesquisador irrequieto. Inscreva-se e ganhe um livro Com o objetivo de disseminar o conhecimento sobre estratégia e capacitar profissionais em todo o Brasil, a TDS Company está doando 222 exemplares do livro impresso para os primeiros 222 professores universitários de estratégia que se inscreverem no formulário abaixo. Precisamos multiplicar o entendimento sobre estratégia por todo o país, para que as oportunidades de transformação estratégica possibilitadas pelas plataformas digitais possam, de fato, beneficiar negócios e sociedade. Para receber o livro, basta preencher o formulário. Em caso de dúvida, a gente entra em contato. Mas prometemos nunca mandar spam pra você, e seus dados estão seguros conosco. >> Inscreva-se aqui <<

The Social Dilemma: uma breve análise

É impressionante como tantos já viram THE SOCIAL DILEMMA, o filme da NETFLIX sobre redes sociais e seus impactos nas pessoas, grupos, famílias e na sociedade em geral. Mas é bom levar em conta que o problema das redes sociais não cabe num filme[1] e que propaganda, bullying e desinformação são problemas bem mais complicados que o filme mostra[2]. As redes sociais e seus algoritmos de recomendação não estão isentas da responsabilidade por alguns dos ambientes mais ácidos que há na internet. Mas não podem ser confundidas com a REDE e, em parte, é o que o filme faz[3], de certa forma desinformando e, aí, sofrendo do mesmo problema das redes. As redes sociais que usamos no ocidente [Facebook, Instagram, YouTube…] são uma criação de um certo tipo de investimento de risco, aliado a uma visão de mundo onde poucas grandes empresas vencem a disputa pelo mundo em rede e não sobra nada para ninguém. De muitas formas, o capital criou e encontrou o trabalho para tal[4], dentro e fora das empresas: empreendedores, colaboradores e influenciadores criaram um universo, ao redor da atenção digital, que tem pouca relação com qualquer coisa que existia antes das redes. Remover Facebook do smartphone e apagar contas nas redes sociais não é solução e não acontecerá em escala [dito isto, abandonei Facebook há tempos]. O que precisamos tratar é o conjunto de problemas associados à isenção, transparência e responsabilização de algoritmos e da regulação de certos mercados em rede, e disso pouca gente fala – ou quer falar. Há uma questão essencial sobre algoritmos de recomendação em redes sociais e outras plataformas digitais: há, neles, papel editorial, escolhendo o que se lê, vê, consome? Se esse é o caso, a plataforma digital em questão deve ser tratada com as mesmas regras de sistemas editoriais como jornais e TV[5]. Em Facebook, este é o caso e não há como -ao contrário de Twitter- o usuário fazer com que não seja. Para resolver pelo menos uma parte dos problemas apontados no filme, seria necessário discutir uma ética para mediação de qualquer coisa, inclusive interações humanas em redes sociais. Claro que isso não pode ser só uma lista de regras, muito menos para que seja útil como base para uma necessária engenharia de ALGORITMOS, que estão se tornando a BASE dos processos de tomada de decisão em sociedades da informação[6]. O espectro de preocupações aí envolvido é muito mais amplo do que o apresentado no filme, que por sinal, nos é trazido por uma plataforma de mídia digital que usa… e depende de algoritmos de recomendação para ordenar as ofertas de conteúdo aos seus usuários. Esta mesma classe de algoritmos que recomenda filmes está tomando outras e bem mais graves e profundas decisões sobre as pessoas. No judiciário, por exemplo, decidindo qual é o risco que um cidadão representa[7]. Será que é justo? Depende, de muita coisa, inclusive do sistema social onde ocorre. Mas uma coisa é certa: sem nenhuma transparência que dê ao processo uma razoável possibilidade de ser explicado e sem qualquer mecanismo de responsabilização de algoritmos, não é justo[8], nem está certo. Estamos vivendo apenas o início de uma era onde código -executável, não o impresso em livros, nas bibliotecas- define contextos, escolhe opções, modifica comportamentos e cria problemas que eram ficção até poucos anos. Seria muito bom se aprendêssemos, com os casos que já temos, a refletir sobre o futuro da sociedade da informação e seus regramentos, sem a pressa e falta de cuidado que vimos, recentemente, na discussão sobre a Lei das “fakenews” no Congresso Nacional. Esta, sim, uma ocasião que um bom algoritmo de recomendação, lá do futuro, não mostrará a ninguém que queira aprender como leis deveriam ser discutidas. [1] A Whistleblower Says Facebook Ignored Global Political Manipulation, BuzzFeed, SET/2020, bit.ly/3ciQ3bW. [2] Telling people to delete Facebook won’t fix the internet, The Verge, SET/2020, bit.ly/2FSad04. [3] What ‘The Social Dilemma’ misunderstands about social networks, The Verge, SET/2020, bit.ly/3kyTttN. [4] The Stanford alum behind Netflix’s “The Social Dilemma” wants you to stop scrolling, THE SIX FIFTY, SET/2020, bit.ly/2FUi0KY. [5] Radical ideas spread through social media. Are the algorithms to blame? NOVA PBS, MAR/2020, to.pbs.org/3mPeJ0z. [6] The Ethics of Algorithms: Mapping the Debate. Mittelstadt, BD, et al., CSEeJ, 2016, bit.ly/2D0R9It. [7] Report on Algorithmic Risk Assessment Tools in the U.S. Criminal Justice System, PAI, 2020:bit.ly/3clbdGa. [8] An Algorithm That Grants Freedom, or Takes It Away, NYT, FEV/2020, nyti.ms/2vbVE25. Créditos da imagem: Exposure Labs/Netflix