Relatório da Adyen, empresa holandesa de pagamentos para e-commerce, ouviu 10 mil varejistas e 40 mil consumidores de mais de 20 países, incluindo o Brasil; uma das conclusões do documento é de que as lojas físicas não vão desaparecer, mas seu papel deve ser profundamente alterado

Tudo será figital: mercados, empresas, times, pessoas, cidades, países, governos”. Essa frase é repetida há alguns anos pela TDS Company em suas jornadas de transformação digital com os clientes. A empresa tem se antecipado a essa tendência global que vem sendo confirmada a cada pesquisa. A última foi publicada através do relatório da Adyen, empresa holandesa de pagamentos para e-commerce, e tem impacto global. Foram ouvidas 50 mil pessoas dentre varejistas e consumidores de mais de 20 países, inclusive o Brasil.

O RELATÓRIO

O documento produzido pela Adyen é focado no varejo e buscou identificar as tendências globais ouvindo empresas e consumidores ao redor do mundo. 67% dos negócios envolvidos cresceram pelo menos 20% no último ano e uma das respostas para a experiência bem sucedida é o investimento em transformação digital e inovação. 

“Empresas de todo o mundo conseguiram investir em tecnologias digitais. O objetivo? Melhorar as operações e quebrar silos em processos e sistemas backend, como os de pagamento. Uma em cada cinco empresas conectaram sistemas de pagamento a outras áreas da organização, como gestão de estoque e cadeia de suprimentos”, diz um trecho do relatório.

O QUE É FIGITAL?

 

Após a revolução provocada pela internet comercial, passou-se um tempo discutindo se as interações sociais, econômicas, de aprendizado e no trabalho deixariam de ser analógicas e passariam a ser virtuais. O que descobrimos mais tarde é que, apesar do forte impacto causado pela digitalização de processos, o mundo físico nunca perdeu a sua importância e jamais poderia ser substituído.

A partir daí foi criado o termo figital: acrônimo para descrever o espaço físico expandido pelo digital e orquestrado pelo social. “O virtual também é real e, na realidade, o espaço competitivo para todos os mercados, que foi se redesenhando com o tempo, tem três dimensões”, diz Silvio Meira, cientista-chefe da TDS e um dos pioneiros no desenvolvimento do conceito figital.

A compreensão da dimensão figital foi essencial para as empresas que priorizavam a dimensão física e reservava poucos recursos para meros suportes digitais. Esses modelos de negócios não são mais as bases para o mercado em que competem hoje e serão muito menos para os mercados do futuro. Importante registrar que, embora a transformação digital tenha se tornado algo mandatório para a sustentabilidade e competitividade dos negócios, ela não significou o fim da loja física. Pelo contrário.

“Foi essa descoberta, e as demandas dela derivadas que, durante a década de 2010, criaram e fomentaram o espaço de transformação digital, que continuará extremamente agitado pela década de 2020 e depois. Na verdade, desde o começo, todos deveriam ter percebido que a transformação era figital, e não digital, porque o espaço competitivo para onde todos teriam que ir era figital, e não pura e simplesmente digital”, diz Silvio Meira.

VAREJO FIGITAL: AS LOJAS FÍSICAS E DIGITAIS EM HARMONIA


Loja física da Google, em Nova York – Crédito: divulgação

Somos seres sensoriais. Por maiores que sejam as facilidades de um mundo digitalizado, tocar, ver, experimentar, cheirar um produto faz parte da experiência de compra. É por isso que, ao contrário do que se imaginava, as lojas físicas não vão desaperecer. Mas os negócios precisam entender que o papel delas mudou.

41% dos consumidores ouvidos pela Adyen dizem que poder tocar no produto é um diferencial antes da compra, enquanto 59% ainda preferem finalizar a compra na loja física. No Brasil, esse número é menor: 39%. Os varejistas também corroboram a importância da loja física: 51% têm a expectativa de ver as receitas aumentarem e 41% deles planejam aumentar o número de estabelecimentos.

“O desafio de quem compete, hoje, majoritariamente na dimensão física, é usar o seu entendimento e domínio do espaço físico para que ele sirva como parte da plataforma que os levem a ser  competitivos no espaço figital”, explica Silvio Meira.

Se a loja física impacta a loja digital, a recíproca é verdadeira. Até gigantes da tecnologia como Google e Amazon reabriram lojas físicas recentemente. Mas os negócios competitivos não se contentam apenas em abrir lojas e expor produtos na prateleira: é preciso conquistar as pessoas através de um espaço físico atrativo, que entregue uma experiência que estimule a visitação. É o que acreditam 59% dos consumidores entrevistados. 

Um desejo expressado por 46% dos consumidores é o de que vendedores das lojas físicas usassem os dados dos carrinhos de compras virtuais para separar os produtos na loja física e oferecer para o cliente experimentar quando chegasse no estabelecimento.

TRANSFORMAÇÃO DIGITAL E FIGITAL: UMA NECESSIDADE 

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Os números mostram que há espaço para inovação. Mas, apesar dos dados mostrarem que a transformação digital impacta positivamente nos resultados financeiros, o avanço na área ainda é modesto no Brasil. Segundo o Índice Global de Competitividade Digital do Instituto Internacional para o Desenvolvimento da Gestão, o país está na 51ª posição em uma lista de 64. 

Para se ter uma ideia da defasagem, 73% dos consumidores demonstraram interesse na possibilidade de realizar compras online e uma eventual troca na loja física. Mas apenas 23% dos negócios ouvidos oferecem esse tipo de serviço. 

“As empresas que vão chegar lá não serão as que têm mais recursos físicos, financeiros e humanos, mas as que conseguirão desenhar estratégias mínimas de forma mais ágil e rápida, realizar muitos experimentos para validar estas estratégias e aprender muito mais rápido do que a competição, transformar os experimentos de sucesso em funções de negócio mais rápido e evoluir as funções de negócios para plataformas figitais, escaláveis e sustentáveis, que habilitam ecossistemas de coopetição figital”, conclui Silvio Meira.

OS NÚMEROS QUE CONFIRMAM A TENDÊNCIA FIGITAL

  • 72% dos varejistas esperam crescer 20% ou mais em 2022; 
  • US$ 7,7 trilhões é o retorno estimado;
    4,7% é a taxa de crescimento nos próximos cinco anos se a transformação digital for acelerada;
  • 98% dos varejistas brasileiros pretendem investir em sistemas tecnológicos;
  • 66% dos consumidores brasileiros associam uso de tecnologia em lojas físicas a uma melhor experiência – na pesquisa passada o número era de 48%;
  • 61% dos consumidores afirmam que a possibilidade de fazer compras online e devolver em lojas têm impacto na fidelidade com a marca (13% a mais que no ano anterior) – apenas 23% dos negócios ouvidos oferecem esse serviço;
  • 41% dos consumidores valorizam tocar, sentir e experimentar fisicamente os produtos antes de realizar a compra;
  • 59% preferem fazer compras na loja física. No Brasil são apenas 39%;
  • 51% dos varejistas esperam aumento de receita nas lojas físicas;
  • 41% dos varejistas planejam aumentar o número de lojas físicas no mesmo período;
  • 59% dos consumidores dizem que as lojas físicas devem ser lugares interessantes para frequentar e oferecer algo a mais além dos produtos e serviços disponíveis online;
  • 46% dos clientes gostariam que os vendedores organizassem as peças das listas de desejos criadas online para o cliente experimentar na loja;
  • 43% das empresas usam dados de pagamento para entender o comportamento dos usuários e melhorar a experiência;
  • 72% dos consumidores gostam quando varejistas enviam anúncios ou sugestões personalizadas;
  • 24% das empresas usam dados de pagamento para ajudar inventários/direcionar qual estoque tem de ir para qual estabelecimento; e
  • 34% das empresas usam dados de pagamento para criar campanhas de marketing personalizadas.

A TDS E A TRANSFORMAÇÃO FIGITAL DO SEU NEGÓCIO

A TDS Company é um negócio, em essência, de aprendizado. Aqui produzimos e compartilhamos conhecimento e ensinamos a aprender. É com essa filosofia que concebemos nossos produtos e serviços para os negócios que desejam se preparar para os desafios cada vez mais mutáveis neste cenário de aceleração digital em que os mercados se encontram. Afinal, para lidar com as dinâmicas do mundo figital, é preciso estar pronto para aprender, desaprender, aprender novamente e ser capaz de tomar decisões ágeis a todo momento.

Esqueça o conceito de consultoria. Aqui entendemos que este tipo de condução junto aos negócios está ultrapassado e fórmulas prontas já não são mais eficazes como antes. A nossa jornada tem como premissa um processo contínuo de colaboração criativa para a execução de estratégias transformadoras através do mapeamento, planejamento e implementação de soluções inovadoras. 

Enquanto nossos clientes se concentram no core business de seus negócios para o mercado atual, nós pensamos, testamos e validamos modelos de negócios  e ferramentas tecnológicas para o mercado do futuro.

São três as linhas de atuação que oferecemos conforme a necessidade em que os negócios se encontram. A tds.innovation orienta sua empresa a criar novos produtos ou serviços para manter sua competitividade sustentável a longo prazo; a tds.growth oferece soluções para maximizar os resultados neste cenário de transição digital; e a tds.academy desenvolve cursos exclusivos e alinhados com as necessidades do mercado para qualificar seu time para os desafios do futuro.