Artigo: efeitos de rede em ecossistemas figitais

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Data de publicação
20 jan 2022
capa artigo efeitos de rede

Efeitos de rede são, na literatura econômica, externalidades positivas, pois os benefícios de um produto ou serviço crescem quando há mais usuários. Como por exemplo, quanto mais gente sabe ler, há mais livros, mais escritores, livrarias e mais gente precisa aprender a ler. O livro é uma grande rede.

Agora, a informação é codificada em software. O que criou a possibilidade de estender redes e seus efeitos para o espaço figital. No espaço figital, os efeitos de rede mudam de escala. O código modifica as interações entre pessoas (e sistemas), redesenha suas redes, e assim (re)cria os efeitos de rede aos quais nos sujeitamos.

A primeira preocupação de um negócio deveria ser sua peneridade. E essa depende de quão defensável é seu modelo de negócio ante a competição. Na competição analógica, defender o modelo de negócio era relativamente fácil. Havia exclusividade, escassez, localização, tarifas etc. Já nos mercados figitais, defender um negócio é muito mais complexo. Os efeitos de rede são uma das poucas defesas.

Neste artigo, Silvio Meira e André Neves se dedicam a decodificar os efeitos de rede nos negócios atuais. Efeitos de rede e sua contribuição na criação e na evolução de ecossistemas “figitais” ainda serão objeto de décadas de estudo. Por isso, os autores quiseram fazer não uma “bíblia” de como lidar com as plataformas que habilitam redes de ecossistemas e agentes, mas um pequeno manual prático sobre o tema.

Coloque em seu radar os 15 principais efeitos, entendendo como criá-los ou, ao menos, acioná-los de modo efi­caz para ter sucesso na economia de plataforma. O texto foi publicado originalmente na revista MIT SLOAN Management Review Brasil.

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